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CADA QUAL NO SEU LUGAR

Esporte em nosso país, principalmente o futebol parece ser entendido por todos. Todo mundo tem uma opinião, todo mundo sabe o que fazer.
Há aqueles que reproduzem o que os comentaristas da mídia dizem, existem muitos que são chamados de CORNETAS, aqueles que criticam tudo, jogador, técnico, árbitro e etc.
Quando o se trata de esporte para crianças a coisa é ainda pior, mas não é esse o mérito da questão, vamos ao que interessa.
Em muitos casos quem comanda o esporte não tem conhecimento algum sobre o esporte, ou conhece um pouco e se diz capaz de interferir, opinar e apontar erros e acertos. Já viram alguém opinar sobre o diagnóstico de um médico a não ser um médico? Ou alguém contestar um projeto de um engenheiro a não ser um engenheiro? Se quem está à frente é profissional da área e tem pleno conhecimento do que faz, e ainda os resultados aparecem, qual seria o problema?
Vejo que o problema está em alguns dirigentes que por não terem a competência de assumirem tal função insistem no caso. Às vezes lhes caem de pára-quedas, por ajudarem financeiramente, por parentesco, por alguma influência, ou até mesmo por pensarem ter status.
Entendo que quando a coisa não funciona bem, seria importante uma intervenção, uma crítica, mas com o intuito de ajuda e melhora.
É assim que vejo a função de um dirigente, deve ter um mínino de conhecimento sobre o esporte, acompanhar o que se passa, ajudar em busca de novas linhas de ação, apoiar e confiar nas pessoas que estão realmente trabalhando, aquelas que metem a mão na massa, e se as coisas estão dando certo e mesmo assim existe uma resistência, o dirigente só tem uma coisa a fazer é tirar seu time de campo e ver o sucesso de fora pois a incompetência é sua, e assim veremos cada vez mais, CADA QUAL NO SEU LUGAR.

Junior.
Técnico de futsal.

RATIFICANDO O TRABALHO!!

Em pleno vapor, a série ouro está na segunda fase, das 12 equipes que continuaram na disputa, PARANÁ CLUBE/VALE FÉRTIL, Rio Branco de Paranaguá e São Miguel, ascedentes da série prata 2008, continuam na disputa.
São Miguel com um forte orçamento montou uma equipe para chegar as finais, Rio Branco de Paranaguá iniciou o ano com um forte orçamento e uma equipe renovada, problemas aconteceram e acabaram ficando com a base formada em casa.
O PARANÁ CLUBE/VALE FÉRTIL, manteve a base de 2008, contratou alguns jogadores na sua maioria que passaram por equipes de base da capital e região, e no momento importante da competição perdeu os atletas mais experientes por contusões, a solução encontrada foi aproveitar os garotos do sub 20. Ratificando assim a idéia de que a formação é uma boa solução, em 2009 as conquistas continuaram, SUB 15 CAMPEÃO PARANAENSE e SUB 17 TRI CAMPEÃO PARANAENSE.
Coloco aqui que um trabalho bem feito e por profissionais capacitados dão resultados, e faz se necessário que tenham por trás pessoas também capacitadas que tenham conhecimento do trabalho que está sendo feito.
O crescimento do futsal do PARANÁ CLUBE/FÉRTIL está acontecendo pelo trabalho da sua equipe e pelo apoio das pessoas que estão envolvidas e que acreditam no projeto José Luiz (Vale fértil) e Duda (Gerente de esportes do Paraná Clube).

A FORÇA DE UM TRABALHO DE BASE

Passado quase nove anos da chegada ao PARANÁ CLUBE, muito se fez e muito se conquistou com as categorias de base. Na minha visão esse trabalho deve ter início na categoria sub 11. O Professor Vinícius França em 2004 implantou a prática do jogo, maiores detalhes no livro: Futsal aquisição, iniciação e especialização.
Essa equipe sagrou-se vice-campeã da taça Paraná sub 15 em 2008, e já no ano de 2004 resultados expressivos, salvo os atletas que migraram para o futebol de campo, Arthur e Kelvin para o Paraná Clube e Cauê, para o Clube Atlético Paranaense.
A categoria sub 20 em nove anos de disputa apenas em 2001 não ingressou entre os quatro finalistas e em 2006 que não participou devido a disputa da série ouro, com a base sub 20, conquistando três títulos (2002, 2003 e 2007), dois vice campeonatos (2008 e 2009), terceiro colocado (2005), quarto colocado (2004).
A categoria sub 17 conquistou a taça Paraná nos anos de 2007 e 2008, e disputará a final esse ano que será realizada no mês de junho.
A categoria sub 15 ficou com a segunda colocação nos anos de 2006 e 2008, em 2009 disputará a final que também será em junho.
A categoria mirim em 2003, sagrou-se campeã, antes da mudança da FIFA para sub 13.
Observa-se que o trabalho na base representa uma importante conquista não apenas para a aquisição de títulos, mas para a revelação de novos valores: Giuliano (internacional de Porto Alegre), Rodrigo Pimpão (Vasco da Gama). As promessas para breve Vinícius Barbosa (Paraná Clube) e Lucas Sotero ( Clube Atlético Paranaense).
Somando a esse processo os valores que são passados aos que se submetem ao treinos e se dedicam para que o esporte não seja somente um fim, mas um meio de qualidade de vida.

Junior.

TAÇA OURO!

Começou a série ouro do campeonato paranaense 2009 dia 14 de março foi dado o pontapé inicial.
Posso afirmar que desde seu inicio, em 1995 alguns fatos se repetem, uns de conhecimento geral e outros ainda por falta de planejamento e objetivos.

Vejamos algumas considerações:
- As equipes que chegam nas finais são as equipes que tem um maior investimento, um melhor planejamento e organização.

- As equipes que sobem da série prata, tendem a ter uma dificuldade maior no seu primeiro ano de série ouro.

- As equipes de ponta preferem investir em contratações de atletas formados, deixando de lado as categorias sub 20 e sub 17,

- Os técnicos das equipes que conquistam a ascensão não são valorizados.

- As equipes vitoriosas, embora bem estruturada e de boa qualidade, não são bem sucedidas em campeonatos nacionais.

- A capital foi representada sempre com equipes de médio porte, na 1ª edição da competição em 1995, o Clube Curitibano sagrou-se campeão, a partir daí a capital foi representada pela equipe da UFPR, e pelo Paraná Clube, sem resultados expressivos.

- Existe um domínio do eixo Oeste do Estado com recorde de conquista, Foz do Iguaçu, São Miguel do Iguaçu e Cascavel, são os principais vencedores, com um título para Pato Branco, e dois para Umuarama.

Em 2008 o CIAGYM surprendeu todos chegando a final do campeonato.

E para 2009, teremos alguma surpresa, façam suas apostas!!

Junior.

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OS FRUTOS DO TRABALHO!

Fazendo uma retrospectiva de como foi o ano de 2008, tive a certeza, que só ratificou minha idéia de que, precisamos fazer o que gostamos, trabalhar pelo amor a arte, arte essa que é simplesmente fazer o que gostamos e com toda dedicação e competência que nos cabe.
Na minha trajetória tive a alegria de compartilhar com meus alunos do COLÉGIO BOM JESUS, os títulos da categoria Infantil da PMC., a Fase regional do JOCOP´S categoria A, e também a COPA ESCOLAR de Futsal da categoria Infanto, além do vice campeonato Juvenil e Infanto da PMC e o terceiro lugar no Infantil.
Já no PARANÁ CLUBE, conquistamos o TRI CAMPEONATO metropolitano adulto, de forma invicta, o vice campeonato estadual sub 20, e a mais importante conquista: A VAGA PARA SÉRIE OURO 2009, onde também fomos vice-campeões da série prata.
E todos esses frutos colhidos tem por trás a competência e a confiança dos dirigentes e companheiros que acreditam no profissionalismo de um trabalho de dedicação, que nos apoiam em cada passo que damos.
Acredito que em 2009 os desafios serão ainda maiores, assim como o empenho será ainda maior.

FELIZ 2009!!
Junior.

 

FUTSAL: ARTE X EFICIÊNCIA

Em texto anterior, fiz um breve comentário sobre o futsal brasileiro, comparei com o futsal espanhol.
No Brasil, criou-se um mito de que jogar bola com os pés, seja: futsal, futebol, beach soccer e etc., é dar espetáculo, driblar, dar goleada, buscar o gol a qualquer preço, pois temos os melhores jogadores do mundo.
A meu ver o jogo é tático (cognitivo), e esse jogo pensado ganhou uma dimensão extremamente importante, pois faz-se necessário medir as consequências de atacar de qualquer maneira, bem como a consciência de defender bem, fatores que a Seleção Hexa-campeã do mundo aprendeu ao longo desses três anos sob o comando de Paulo César Oliveira o (PC), que aliás recebeu muitas críticas pela sua maneira de comandar, maneira essa vitoriosa.
PC e sua seleção de (veteranos), como ouvi muitos comentarem, mostraram para o mundo que estavam certos, com um jogo consistente de muitas alternativas, aliado a jogadores de uma geração que vinha sendo marginalizada por não terem vencido um mundial.
Maturidade não é velhice, cadência não é lentidão, dedicação, coletividade e aplicação tática é o caminho para o sucesso, parabéns a Seleção Brasileira.


A COPA DO MUNDO DE FUTSAL

Vai começar o Mundial da FIFA, pela primeira vez será disputada com 20 seleções.
O Brasil País sede luta pelo 6º título e para retomar a hegemonia perdida há oito anos para a Espanha, atual bi -campeã.
Nós inventamos, popularizamos e mostramos para o mundo o antigo futebol de salão e atual futsal, por conta disso o mundo aprendeu a gostar e a jogar o futsal, aí fizemos um caminho pouco comum, fomos para a Europa conhecer como o futsal lá é jogado, diferente do nosso pela dedicação tática.
Nossa seleção dos 14 convocados, apenas 3 não jogaram na Espanha, Falcão e os goleiros Rogério e Thiago, Ari e Lenísio repatriados pelo Jaraguá atuaram por tempos fora daqui, sobraram 9 jogadores que atuam na Espanha, lembrando também que o goleiro Franklin é o atual reforço do Jaraguá para a temporada 2009.
Penso que unimos a nossa técnica com a obediência tática deles (espanhóis), para que possamos recuperar o hegemonia jogando na nossa casa.
Sem comentar do nosso técnico PC de Oliveira que também teve por lá, ensinando, aprendendo e estudando ainda mais nossos adversários.
A sorte está lançada: Brasil, Espanha, Itália, Argentina, Portugal, Rússia, Egito,.....Façam suas apostas!

Junior.

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A inteligência tática

Em textos anteriores, disponibilizei na página, o que entendo de: Jogo de ataque, jogo de defesa, e jogo de contra ataque.
Para que os jogadores realizem durante os jogos as ações que cada uma das fases exige, é de fundamental importância o desenvolvimento da inteligência tática, desde a iniciação.
Permito-me aqui diferenciar tática e estratégia.
O que é cada uma durante um jogo?
Estratégia: O que está previsto anteriormente.
Tática: A ação inteligente do jogador.
Exemplos:
- Estratégia - Marcação meia quadra, para explorar o contra ataque.
- Tática - As ações que ocorrem durante a marcação (indução da paralela, dobra, cobertura do ala oposto e etc.)
- Estratégia - Goleiro linha.
- Tática - Aproximação dos jogadores do fundo, bola de profundidade, manutenção da posse de bola e etc.
Acredito que devemos dar ênfase para a estratégia a partir da categoria sub -15, e nas categorias sub - 11 e sub - 13, desenvolvermos a inteligência tática, realizando treinos que sejam baseados nas situações do jogo.
Pensando nisso já algum tempo, desenvolvemos jogos das fases do jogo, onde são propostas atividades que norteiam a tática do jogo, com forte apelo no cognitivo, despertando assim o jogador inteligente.
No DVD jogos para o desenvolvimento da inteligência tática, alguns desses jogos são apresentados, ilustrando a idéia de uma preparação adequada para futuros jogadores, e para jogadores já formados.
São comuns jogadores de equipes adultas apresentarem dificuldades, nas diversas situações que o jogo traz.
Sugiro aqui que os treinamentos sejam diversificados e ricos como a diversidade do jogo de futsal.

Professor Junior.
Técnico do Paraná Clube e das equipes Bom Jesus Curitiba.

 

O AMBIENTE DE UMA PARTIDA DE FUTSAL

Entendo que em uma partida de futsal, fazem parte do jogo: As equipes envolvidas, a equipe de arbitragem, os torcedores (Pais, dirigentes, amigos, familiares, simpatizantes e em alguns casos, a imprensa.)

Observo em algumas partidas que o jogo em si, em disputa, caracterizado dentro da quadra pela tática presente o tempo todo, pelas estratégias que em equipes bem treinadas se alternam em função das exigências dos adversários, as vezes toma outro rumo, por conta de rivalidades, opiniões formadas, agressões verbais e outros tipos de comportamentos, deixando o esporte com um caráter pejorativo.

Observem que as vitórias são conquistadas dentro da quadra, motivadas pela superioridade de uma equipe perante a outra, em consequência de alguns fatores:

- Treinamentos adequados, realizados por um bom profissional, que também dirige de forma adequada sua equipe.
- Qualidade dos atletas.
- Modo de preparação da equipe.
- Comprometimento da equipe.
- Boa aplicação tática e estratégica.
- Controle emocional.

Esses e outros fatores, deixam o ambiente do jogo saudável, é bom lembrar que as derrotas não são causadas em função de erros da equipe de arbitragem, pois isso seria um fato isolado, também não discarto a possibilidade de erros acontecerem, mas é bom que vejamos enquanto técnicos-Professores-educadores que o jogo deve ser disputado dentro das quatro linhas, com lealdade, dignidade, honestidade, garra e etc.

É evidente que fazem parte do resultado do jogo, atletas e comissão técnica. Atletas respeitando as regras do jogo e os colegas, sejam adversários ou companheiros. A comissão técnica usando tudo que tiver ao seu alcance, principalmente uma boa preparação e uma ótima leitura do jogo.

Professor Junior.
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O JOGO DE ATAQUE

Atacar significa, progredir, vencer a defesa adversária e finalizar.

Penso, como técnico, que praparar uma equipe para atacar com qualidade, é uma tarefa difícel, sendo que os jogadores devem adquirir alguns conceitos para que o jogo de ataque tenha êxito sobre o adversário.

Para que isso aconteça, existem situações que se apresentam no contexto do jogo, onde os jogadores realizam ações individuais e coletivas.
Drible: Facilita o jogo por conta da superioridade numérica.
Tabela: Situação de troca de passe entre dois ou mais jogadores, que facilita o ataque.
Consideramos que essas situações são importantes para o jogo de ataque, mas que podem ser dificultadas com uma boa marcação.
Outras situações também importantes e facilitadora do jogo de ataque.
Corta luz: Situação em que um jogador atrapalha o marcador de um companheiro para que ele tenha uma vantagem no ataque.
Pisada: Onde um jogador sem posse de bola, aproxima-se do jogador que está de posse de bola, passando por trás, podendo receber a bola com a pisada, nessa situação deve-se cuidar para que a defesa não dobre a marcação, recomenda-se não repetir essa ação com freqüência.
Diagonal: Ação individual muito comum no futsal, tem o objetivo que abrir a defesa adversária podendo o jogador receber a bola ou simplesmente abrir espaço.
Paralela: Uma ação paralela a bola, onde o jogador se projeta no espaço, também muito comum no futsal, excelente ação de ataque.
Bola nas costas: Situação em que o atacante se projeta nas costas do seu marcador para receber a bola, requer percepção e velocidade de quem executa.
Quebra de marcação: Um jogador sem bola se aproxima do jogador que está com a bola, para uma tabela, e imediatamente vai para o espaço vazio, objetivando facilitar a movimentação da sua equipe.
Troca de ala e pivô: O jogador que está na ala se projeta no vazio, onde o pivô deixou livre, para ocupar o espaço onde estava o ala. Nessa movimentação os dois jogadores devem apresentar-se em condições de receber a bola.

Incluio também: Balançar, entrar na bola, criar linhas de passe, sair no espaço, aproximar-se, utilizar bolas de profundidade (pivô), triangular, são ações que fazem parte a todo momento do jogo de ataque e facilita o jogo. Aí fica uma dica para prepararmos um treino de ataque, que seja rico em situações.

Muitas equipes usam os padrões de jogo para atacar, uma ótima estratégia, e bastante eficiente. Vou além, acredito que o jogador deva ter autonomia para criar, tomar decisões, pois cada situação será diferente e a resposta que o jogador tem que dar, será também diferente.

Aposto hoje, num jogo livre e organizado, não dispenso, o quatro em linha, as quinas, e etc., mas quem cria é o jogador, acredito ser esse o caminho para um bom jogo de ataque.

Professor Junior!!

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O JOGO DE DEFESA

A defesa, começa construção de ações individuais as quais os jogadores precisam estar preparados para identificá-las e usá-lasdentro da diversidade do jogo.

1 - Quando o adversário tem a posse de bola:
Aproximação
: (é a aproximação ao jogador que está com a bola).
Abordagem: (diminui-se ao máximo o espaço do jogador que está com a bola), importante não levar o drible.
Indução do passe ou da condução (induz-se o jogador a passar ou conduzir a bola onde sua ação de ataque possa ser mais difícil ou para onde tenha uma cobertura).
Nessa situação devemos considerar dois tipos de abordagem:
Abordagem agressiva, onde será diminuido o espaço e procuramos roubar a bola do adversário, a tendência de levar o drible ou cometer falta é maior, os técnicos devem definir estratégias para usá-la.
Abordagem passiva, neste caso aproxima-se do adversário cercando o mesmo, diminui-se o risco de levar o drible e cometer faltas.

2 - Quando o adversário está sem a posse de bola:
Retorno: (o jogador retorna acompanhando seu adversário, ou retorna atrás da linha da bola fechando possíveis espaços).
Encaixe de marcação: (o jogador aborda seu marcador, impedindo que receba a bola), importante acompanhá-lo para não tomar bola nas costas.
Dobra: (o jogador abandona seu marcador e vai ajudar seu companheiro que está marcando outro jogador que tem a posse da bola, fazendo a situação de dois contra um).
Cobertura: (o jogador deve estar sempre atento quando está marcando quem está sem a posse de bola, sempre bem posicionado cobrindo os possíveis espaços de infiltrações, principalmente quem está do lado oposto de onde está a bola.

3 - Quando o adversário recebe a bola de costas para o gol:
Essa situação na maioria das vezes acontece com o pivô.
Antecipação: (O jogador antecipa-se ao seu adversário desarmando a jogada ou roubando a bola iniciando um contra-ataque).
Marcação atrás do pivô: (se o jogador que faz a função do pivô receber a bola, não encostar, impedindo que ele faça um giro).

4 - Outras ações possíveis:
Carrinho: onde o jogador projeta-se em direção a bola para travar o chute, não pode o adversário estar de posse de bola.
Falta: um recurso para impedir o ataque, só em último caso.

Todas essas ações individuais devem combinar com a estratégia que a equipe vai usar na sua defesa, tipo de marcação, isso depende de alguns fatores, tais como:
Equipe adversária;
Momento e situação do jogo;
Tamanho da quadra;
Condição física e etc.

Essas ações defensivas individuais devem ser treinadas, procurando nos treinos a realidade do jogo.

Veremos os tipos de marcação existentes na prática e nas literaturas:
Começamos pelas linhas de marcação, que corresponde a que região da quadra marcar.
Linha 1: Marcação na quadra de ataque, próximo a área do adversário.
Linha 2: Marcação entre a área do ataque e a meia quadra, depende das dimensões da quadra.
Linha 3: Marcação próxima a linha central da quadra, pode variar um pouco a frente ou atrás da linha, dependendo do tamanho da quadra.
Linha 4: Marcação atrás da meia quadra. Mais próxima à área de meta defensiva, também depende do tamanho da quadra.
Marcação Individual: onde o jogador que está marcando acompanha seu adversário por toda a quadra. Existem as trocas nesta marcação, onde os jogadores se comunicam dentro da quadra e fazem as trocas, geralmente comandada pelos jogadores que se posicionam por último da defesa. É muito importante que os jogadores iniciantes aprendam a marcar individualmente, realizando as ações citadas acima.
Marcação por zona: onde os atletas marcam os setores da quadra, fechando as linhas de passe, fazendo coberturas, dobras, induzindo bola e ou jogador.
Escolha e aprimore sua defesa sempre respeitando as condições da sua equipe. Boa sorte e um ótimo 2008.

Professor Junior!!!

AS CONQUISTAS DE 2007

Nesse último texto de 2007, pretendo fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu.
O primeiro fato marcante foi à saída da equipe paranista da taça ouro, com atletas e comissão técnica levando um susto, mas depois desse fato, só veio coisa boa.
A começar pela conquista da Taça Paraná sub 20, logo após a Taça Paraná sub 17, as duas com muito trabalho e empenho de todos, graças ao apoio do nosso patrocinador máster a VALE FÉRTIL, que através do Sr. José Luiz nos deu todo o apoio necessário, não só financeiro, mas com muito incentivo às decisões tomadas e o reconhecimento do trabalho, assim como o Duda, nosso gerente de esportes do PARANÁ CLUBE e ao Adam nosso supervisor que não mediram esforços para que tudo funcionasse bem fora das quadras, sendo imprescindível para que tudo caminhe bem.
A UNIFAE, Centro Universitário Franciscano nos deu um apoio também muito relevante com os transportes, que através do Jorge Martins e do Fabiano Prado, acreditaram na parceria de muito sucesso.
Aí vieram as Taças Curitiba e o campeonato metropolitano com cinco títulos conquistados dos seis em que participamos. Falar dos atletas e relacioná-los aqui, o texto ficaria muito extenso, mas quero agradecê-los de coração, pelos laços afetivos que marcam uma jornada de trabalho.
Com as equipes do BOM JESUS, é muito gratificante trabalhar com alunos responsáveis, dedicados e comprometidos com o esporte (futsal), e depois sermos reconhecidos pelos resultados e pela evolução que acompanho dia a dia nos treinos, evolução essa não só aspecto técnico tático, mas nas tomadas de decisão, na autonomia, na consciência de grupo.
Com a confiança da Juruá editora, pude lançar meu novo livro: Futsal: aquisição, iniciação e especialização, onde o Jorge e o Fabiano mais uma vez me deram total apoio realizando no dia 18 de maio a noite de autógrafos, inesquecível para mim.
Os jogos da juventude vieram ratificar o trabalho, e na aposta feita nos atletas em que confiamos, o título veio e de forma invicta, vencemos todas as partidas de uma competição de altíssimo nível, com as melhores seleções municipais, os nove dias em Paranavaí foram de muito crescimento e aprendizado na convivência com a toda a delegação de Curitiba, não posso esquecer aqui de agradecer o trabalho dos Professores Vinícius e Marquinhos, que prepararam a equipe de forma brilhante.
Fechamos o ano com os títulos do campeonato metropolitano de Curitiba, sub 17, o hexa campeonato juvenil (sub 20) e o Bi campeonato adulto, vale ressaltar que somente um jogador é adulto, o Marcos Loureiro Pius (Marquinhos).
Quero também agradecer ao pessoal da SMEL que a mim confiou ministrar um curso de aperfeiçoamento de futsal aos Professores da rede municipal, a UNIUVE de União da Vitória ao convite para ser docente do curso de futsal da semana acadêmica e a UNIFAE onde ministrei uma parte do curso de capacitação em futsal.
Desejo sucesso e uma ótima recuperação ao Marcos Muchinski (Marquinhos) e que em breve esteja na ativa nos ajudando nos desafios de 2008.
E por último e com muito pesar quero partilhar a minha tristeza pelo falecimento do Professor RICARDO LUCENA, com ele aprendi sobre futsal, aprendi sobre caráter, aprendi sobre profissionalismo, ele foi quem me inspirou a escrever o Jogo do futsal, tive a sorte de fazer vários cursos que ministrou, e com ele fiz a minha pós-graduação em 1991 e não esqueço até hoje muito que ele me ensinou, fique em PAZ e de PAZ a sua família.
Obrigado a todos em que convivi em 2007 e que todos tenham um Feliz Natal e um 2008 cheio de realizações.
Lembrem-se "Tudo posso Naquele que me fortalece".

Professor Junior.

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AS FASES DO JOGO

No futsal, jogo eminentemente tático, distingo três fases, que durante as partidas acontecem o tempo todo, são elas: Ataque, defesa e contra ataque.
Essas fases são distintas, porém acontecem quase que juntas, ligadas pela recuperação e perda da posse de bola, que são as transições entre: ataque-defesa e defesa e ataque.
Cada fase deve ser treinada para que os elementos táticos sejam desenvolvidos e aprimorados.
Na fase de ataque podemos incluir todo os sistemas ofensivos,os padrões de jogo, as manobras de tiro de meta, saídas de meio, escanteios, laterais, faltas e goleiro linha ou linha goleiro (jogador da linha que vai para o gol).
Na defesa o sistema defensivo temos a marcação individual, a marcação por zona e a mista, que impedem a progressão adversária em direção a meta, e as manobras de bolas paradas.
A transição do ataque para a defesa (que acontece após a perda da posse de bola), também faz parte da defesa, onde o jogador deve retornar e reagrupar atrás da linha da bola ou encaixar a marcação.
O contra ataque, transição da defesa para o ataque, depende de uma boa defesa, pode ser induzido ou acontece por um erro de ataque do adevrsário, caracteriza-se por um ataque rápido onde a defesa está comprometida, pode ser: por igualdade numérica (um contra um ou dois contra dois), ou por superioridade numérica ( dois contra um ou três contra dois).
Sugiro que os objetivos dos treinos sejam pautados nas fases do jogo, onde desenvolveremos a inteligência tática do jogador.
Nos próximos textos pontuarei o que entendo da cada uma das fases do jogo.

Abraço!
Junior.

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A POSTURA DO TÉCNICO

Dia desses estava dirigindo a equipe sub 20 do Paraná Clube na Taça Curitiba, o adversário considerado inferior, (não acredito nisso), em todo primeiro tempo enfrentamos dificuldades, por conta da apatia em que jogávamos.
Quando pensei em cobrar motivação dos atletas, me dei conta da postura que estava adotando. Estava sentado e procurando assistir a partida, passava orientações, fazia as substituições que na minha visão eram necessárias.
Pensei Comigo: - Os atletas estão me vendo sentado, será que estão pensando que estou sem interesse pelo jogo? Acabamos de voltar da Taça Paraná, onde passei em pé instruindo a equipe o tempo todo e jogando com eles, e tivemos sucesso, conquistando o título, e sem ser o favorito.
Apesar de acreditar que os atletas devam ter autonomia para jogar, de não concordar com atitudes escandalosas de técnicos, que gritam o tempo todo, xingam, brigam com árbitros, dão um show a parte, pensei no treino, onde atuo de forma dinâmica, cobrando o tempo todo, corrigindo, elogiando.
Comentei com nosso preparador físico e mudei a postura, coloquei-me em pé participando mais ativamente do jogo, e a postura da equipe mudou, vencemos com certa facilidade.
Sempre procuro trabalhar o treino com qualidade, mais próximo da realidade do jogo, pois depende dele (treino) o que a equipe fará durante a partida, a tática, a estratégia, acertos, erros, talvez os atletas, esperem dos técnicos, a mesma postura adotada, por nós, nos treinos.
É uma situação a ser pensada.

Até a próxima.

Professor Junior.

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BANCO DE RESERVAS OU BANCO DOS RESERVAS

O futsal, com o passar dos anos, em função das movimentações tornou-se mais veloz, que por outro lado exige mais da marcação, logo o preparo físico faz-se indispensável.
Mesmo com um bom preparo físico, dificilmente um jogador consegue jogar o tempo todo, nem o craque da equipe, e isso é facilmente observado nas grandes equipes, as substituições são constantes e faz com que os jogadores possam recuperar os desgastes do jogo, ouvir instruções e etc.
Alguns técnicos usam as substituições como parte da estratégia do jogo, como faz a Malwee de Jaraguá do Sul (SC), que a cada 5 minutos troca seus jogadores.
Considero que o jogador que está no banco entra com funções bem definidas:
- Substituir um jogador que está tendo um bom desempenho e precisa descansar.
- Substituir um jogador que não está agradando seu técnico.

E as equipes de base como usam o banco de reservas?
Nos jogos que assisto dos campeonatos oficiais aqui do Paraná, observo que:
As substituições ocorrem em função:
- Do placar, quando estão ganhando com o placar elástico ou quando estão perdendo e não tem chance de virar o jogo.
- Do tempo do jogo, substituem faltando 1 minuto ou menos.
- Em relação à quantidade de crianças no banco de reserva, a regra permite sete jogadores, e alguns campeonatos até mais, os técnicos enchem o banco, mas utilizam dois ou três.
- Pressão dos Pais, que ficam na arquibancada gritando para o técnico colocar seu filho.

Penso que através do futsal, devemos preparar as crianças para que tenham igualdade, saibam que todos são importantes, mesmo sabendo que uns são melhores que outros. Definir uma estratégia para isso, é função de cada técnico.
O correto é que o esporte (futsal) deve andar lado a lado com a educação, preparar a criança para a vida.
A respeito do futuro da criança no futsal, vejo que só terão condições de jogar futuramente se participarem dos jogos, aprendendo a dividir responsabilidades, adquirindo experiência e confiança.
Afinal o banco é de reservas ou dos reservas?

Grade abraço!
Professor Junior.

A INTELIGÊNCIA TÁTICA

Como é bom ver as equipes grandes de futsal atuarem, obervamos jogadas (não as ensaiadas), que nos fazem pensar como os jogadores as executam, e aí pensamos então no treino, é do treino tudo que se faz no jogo.
Considero que a tática é diferente da estratégia que a equipe adota perante adversários, competições e etc. A tática está relacionada com o que os jogadores vão fazer dentro do jogo. Posso citar exemplos como na defesa, durante a abordagem no adversário vou induzi-lo para ala ou para o meio, sem bola, fecho espaço, encaixo a marcação, faço uma cobertura.
Essas ações correspondem a tática que os jogadores devem executar, e a partir daí a estratégia da equipe.
Bem o que quero dizer é que somente o treino possibilita o desenvolvimento dos jogador inteligente, e vou mais longe, eles devem ser desenvolvidos através de jogos, que possibilitem situações que levem o jogador a pensar no que está fazendo e por que está fazendo.
A literatura nos mostra que esses treinos são voltados para o desenvolvimento das capacidades cognitivas, onde o grande desafio é desenvolver o jogador que tenha uma leitura do jogo, que seja inteligente taticamente.
Posso afirmar que essa metodologia adotada terá um resultado mais demorado, mas muito mais eficiente, estou trabalhando assim há certo tempo, e o resultado vem, as vezes demora, mas é certo.
Juntamente com os Professores Wilton Santana e Vinícius França fizemos a gravação de jogos de ataque, defesa e contra ataque, que logo estaremos disponibilizando em três DVDS para a comercialização.
Deixo claro que respeito o trabalho de todos, a intenção é ampliar horizontes para que o crescimento do futsal continue a passos largos.

Até breve!!
Roulien Junior.

AS BRINCADEIRAS DO TEMPO DO "REI"

Bons tempos aqueles em que o futebol era visto como mais uma brincadeira de criança, bricavam de jogar bola, assim como soltar pipa, bolinha de gude e etc. Jogavam bola na rua, nos campinhos que as próprias crianças construiam, num quintal, em qualquer lugar onde dava pra rolar a bola.
As bolas eram de capotão ou qualquer material circular, jogavam de kichute, conga, bamba ou mesmo sem tênis, como era bom jogar bola (termo usado para brincar de futebol).
Tudo mudou, entendo que não temos lugares onde as crianças possam brincar livremente, principalmente nas grandes cidades, mas temos milhares de escolinhas de futebol e futsal espalhadas por aí.
No meu papel de técnico, Professor e educador, acredito em aulas e treinos mais interessantes, as aulas que acompanho, até por conta da minha profissão, na maioria, são divididas em:
- 1ª parte: Alongamento.
- 2ª parte: Corrida em volta da quadra ou campo.
- 3ª parte: Exercícios de fundamentos ( o Professor passa o fundamento e o aluno executa).
- 4ª parte: Coletivo.
Não estou aqui questionando o trabalho de ninguém, mas procurando opinar sobre outras formas de atividades, em que as crianças possam também brincar de jogar bola.
Com certeza Pelé, Garrincha, Didi, Tostão, Zico e etc., aprenderam a jogar futebol e foram grandes craques, brincando de jogar bola.
Sugiro que brincadeiras que foram inventadas pelas crianças possam fazer parte dessas aulas. João Freire, em Pedagogia do futebol, cita que os brasileiros aprenderam jogar futebol com quatro brincadeiras básicas:
1 - Bobinho.
2 - Controle.
3 - Rebatida ou disputa.
4 - E a pelada.
Todas desenvolvem os fundamentos e ainda mais, a criatividade e o pensamento cognitivo.
Ainda existem outras brincadeiras:
O gol a gol, o linha, o artilheiro, a disputa de pênalti e etc.
Penso que como citei no texto "si contra si", o Professor tem um papel fundamental nas brincadeiras, pode deixá-las mais interessante, fazer com que elas sejam mais equilibradas e organizadas.
Acredito também em aulas e treinos voltadas para os jogos, onde desenvolvem o pensamento tático cognitivo, mas isso é assunto para o próximo texto.

Até breve, Professor Junior.

A COERÊNCIA DO FUTSAL NO PAÍS DO VOLEIBOL

Há um certo tempo tenho comentado com colegas de trabalho, que o BRASIL é o País do Vôlei, pois ganham tudo no masculino e agora também no feminino, além do volei de praia.
A rede globo no programa globo esporte começou a fazer programas com o mesmo título, mostrando o treinamento, as novas tecnologias que são desenvolvidas para melhorar o desempenho das seleções.
Minha idéia ainda está longe das seleções do Brasil de voleibol, a minha idéia e a conclusão que cheguei que o Brasil é o País do Vôlei está na formação.
Faremos uma comparação da iniciação do Voleibol para o Futsal. As crianças no Futsal iniciam a partir dos 04 anos, e já estão nas quadras competindo como adultos, tudo igual, menos o peso, o tamanho da bola e o tempo do jogo.
Os treinos, fiz observações em vários clubes, preferi assim em vez de pesquisar, são parecidos, parece que há um protocolo, aprender fundamentos, treino técnico, treino tático, tarefas a realizar, jogadas, saídas de bola, tudo igual aos adultos.
Veremos a coerência entre o Futsal e o Voleibol:
O Voleibol inicia-se a partir dos 09 anos (projeto REXONA em Curitiba), começam com o mini voleibol, um contra um, dois contra dois. A primeira competição é com 12 anos (como recomenda a literatura), e jogam o chamado quatro por quatro e em forma de festival, vejam que não há especialização.
No futsal com 12 anos as crianças já tem de 7 a 8 anos de competição formal, com posições definidas, goleiro, central, alas e pivô.
A primeira competição formal do voleibol se dá por volta dos 13 anos e por conta da regra, jogam no sistema 6.0, não há especialização, depois jogam no sistema 4.2, e com 15 anos podem jogar no sistema usado pelos adultos o 5.1.
Essas regras com certeza fazem com que os praticantes do voleibol cheguem na especialização, melhores preparados, vivenciaram as posições e o melhor sabem fazer as funções que serão especializados, daí na minha opinião entra o trabalho do alto nível do esporte, rendimento.
No futsal com 15, 16 anos temos vários adolescentes desistindo de jogar, por conta de cobranças, excesso de treinos, muitas conquistas e outras razões.
Deveríamos encontrar jogadores inteligentes quanto a leitura do jogo, autônomos, que joguem livres e organizados, que dêem conta das exigências do jogo complexo que é o futsal.
Acredito que o que faz o voleibol ser tão vitorioso não está somente relacionado a eficácia e competência das nossas seleções, mas também da onde saem esses atletas, é o que o Futsal tem que começar a fazer. Penso assim há muito tempo.

Pensem nisso! Junior.

O PAPEL DO ESPORTE

Convivo diariamente com crianças, adolescentes e adultos, praticantes do futsal.
No dia a dia observo que a procura pelo futsal por crianças, se dá por vários motivos. Podria aqui identificá-los:
1º - Oferecem treinos(aulas) a partir dos 4 anos.
2º - Existem muitos locais que ofertam essas aulas, escolinhas, escolas, clubes e etc.
Ouço propagandas que ofertam treinos a partir dos 3 anos de idade e métodos inovadores........
3º - Começar a jogar (competir) a partir dos 6, 7 anos e em alguns estados dos 4, 5 anos.
4º - Jogar futsal até uma certa idade e depois passar para o futebol de campo.
Ainda poderia acresentar, o lazer através do futsal, a prática de uma atividade esportiva. E ainda há aquelas crianças que querem ser jogadores de futebol (não futsal).
Não vejo nenhum poblema em crianças alimentarem seu sonho, desde que esse sonho não torne a única perspectiva de futuro para as crianças.
Fiz uma retrospectiva das equipes menores que dirigi desde meu início de carreira e encontrei o seguinte quadro, contando que cada equipe tinha em média 15 jogadores.

1977 - 1978 - 1 jogador de futebol
1979 - 1980 - 1 jogador de futebol
1981 - 1982 - 2 jogador de futebol
1983 - 1984 - nenhum jogador de futebol
1985 - 1986 - 2 jogador de futebol
1987 - 1988 - nenhum jogador de futebol
1989 - 1990 ALGUNS BUSCANDO SEU ESPAÇO.

A surpresa é que nenhum dos meus ex-atletas tornaram-se jogador pofissional de futsal no Brasil, poderíamos chegar a várias conclusões. Mas para nossa surpresa jogando profissionalmente na Itália temos 10 jogadores.

Mas encontramos vários professores, médicos, advogados, engenheiros, arquitetos, fisioterapeutas e etc.

Não posso afirmar que todos tiveram a intenção de serem jogadores profissionais, mas alimentaram pelo menos um pequeno sonho.
Minha preocupação é o papel do esporte (futebol e futsal) que deve ser praticado como meio e não como um fim, abrindo mão da infância, dos estudos da responsabilidade, da solidariedade, da igualdade, da humildade.

Professor Roulien Junior.

O TREINADOR

Tive o prazer de ler um artigo do seminário internacional de treino para jovens: Os grandes treinadores são grandes comunicadores e motivadores, escrito por Rainer Martins (Psicólogo do esporte - EUA).
O autor cita três razões que podem levar o treinador ao exercício da função:
1º - Ganhar.
2º - Ajudar os praticantes a ter prazer na atividade.
3º - Contribuir para o desenvolvimento dos jovens do ponto de vista físico, psicológico e social.
Acrescentaria aqueles que ainda trabalham pelo dinheiro que recebem, que é óbvio que assim deva ser, mas estes não se entregam, não se dedicam, não procuram melhoras em seu trabalho.
Fazendo uma ponte para o futsal, vejo que a união dessas razões é perfeitamente possível, e quando elas terão que ser dissociadas acredito que o ganhar, em se tratando de jovens fica em terceiro plano, de nada adianta a vitória sem o prazer pela prática e sem o desenvolvimento das crianças, vejo muito isso no futsal dos iniciantes, treinadores que querem se promover às custas de títulos de categorias menores, sub 07, sub 09.
Ainda relacionou alguns tipos de treinadores:
- O autoritário. Todas as decisões são suas, sabe tudo.
- O permissivo. Os praticantes fazem tudo que querem, ele permite tudo.
- O democrático. Permite que todos tomem decisões juntas, as que melhores se encaixam no grupo.
- O treinador das más notícias. Esse é incapaz de elogiar, só trás coisas ruins.
- O treinador juiz. Os praticantes são culpados, eles falam que está errado, mas não indicam a maneira certa.
- O inconstante. Briga com um atleta por determinada situação, mas a mesma situação cometida pela estrela do time, passa em branco.
- O treinador fala barato. Só fala e não ouve, nunca dá a oportunidade de alguém falar.
Alimentado pela observação em jogos de futsal que assisto e que atuo, ainda acrescentaria:
- O treinador narrador. Aquele que narra o jogo inteiro, os atletas não sabem o que fazer: Fica na beira da quadra gritando tudo o que ele quer que os atletas de seu time faça, passa, chuta, não, toca ali, volta, calma, vai e etc... Não sei para que serve o treino.
- O treinador jogador, ele diz: Eu ganhei do fulano, o jogo foi um a zero para mim.
- O treinador egoísta. Eu ganhei, eles perderam.
- O treinador Gurú. Sabe tudo que os adversários vão fazer, mas parece que dá o treino na hora do jogo, mesmo sabendo tudo a equipe não consegue jogar da maneira que ele quer.
Você se encaixa em alguns desses, às vezes não nos enxergamos, mas devemos refletir, e ver nossos objetivos, saber reconhecer e principalmente buscar melhoras para nossos dias, principalmente em treino para jovens.

Um abraço!
Professor Junior.

A CAPITAL E O FUTSAL

Década de 80, noite de quinta-feira, ginásio do Círculo Militar, um grande jogo pelo campeonato metropolitano, Didu, Zequinha, Ike, Selmar, em quadra um desfile de craques que alimentaram grandes equipes do Brasil e Seleção Brasileira.
Não contentes com o domínio do Círculo militar algumas empresas, como: Candeias e Unibox, investiam no futsal. O Unibox trouxe em 1996 um técnico do Rio de Janeiro, nada menos que Fernando Ferretti, isso mesmo, ele esteve por aqui, e com eles jogadores que o próprio técnico trouxe, resultado, campeão estadual.
O Candeias, com Vaguinho e Toninho, puxavam a fila dos jogadores paranaenses do interior do estado, que invadiram nossa capital, que resultou na conquista da Taça Brasil Juvenil de 1997 no Rio de Janeiro.
E o investimento não parou por aí, ainda passaram pela nossa capital, Manoel Tobias, Carlinhos Mantovaneli, hoje o Mantovaneli da seleção italiana, Danilo, campeão mundial de futsal em 1996, Anderson e muitos outros craques que por aqui estiveram.
E nos restou, depois do Clube Curitibano, último clube da capital a brigar e conquistar um título estadual, ver alguns heróis correrem atrás de algum tipo de incentivo e apoio para que a capital do estado do Paraná tenha um futsal forte. Agradeço aqui alguns "heróis" da Paraná Clube, como o seu Presidente, José Carlos de Miranda, o Justo da Ate & Teto, o Duda, gerente de esportes, seu Aurival depº financeiro, e alguns colaboradores, como o Franco de Paula, Claudinei dos Santos, que ajudam a manter a chama do futsal acesa, oportunizando torcedores, técnicos, profissionais da área da educação física e amantes do futsal, a verem a capital entre os grandes do nosso estado.
Longe daqueles campeonatos metropolitanos, que eram disputados por dez, doze equipes, na categoria principal, aspirante e juvenil, estamos privados, há muito tempo de um futsal de alto nível, e nos curvamos diante do oeste do estado, que a mais de 10 anos predominam como campeões estaduais.

Professor Junior

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SI CONTRA SI

- Papai, eu dei uma pedalada no Pedro, daí veio o Rodrigo eu dei uma lambretinha, o Luiz saiu eu dei de cobertura, foi um golaço.
Esse tipo de conversa ouço diariamente, por conta do meu filho João Pedro de sete anos, o futebol é sua brincadeira preferida, que é jogado num pedaço de grama, num corredor, no pátio ou até numa quadra de futsal, não importa, assim como também não importa o que serve de bola, uma latinha amassada, uma bola feita de jornal e sacola de mercado (as faço com freqüência), uma bola dessas promocionais que existem por aí, e até mesmo uma bola de futebol ou futsal, o que importa é jogar, é brincar, fantasiar.
É claro que a narrativa do gol que fez, para uma criança de sete anos é pura fantasia, mas essa fantasia é perfeitamente permitida, assim como foi para nós adultos, que um dia também sonhamos em fazer jogadas fantásticas.
Na minha função de Pai e de Professor (Técnico de Futsal), dei corda a conversa, procurando saber como foi o tal jogo. Imaginava duas equipes cada uma com seu goleiro, poderia ter vários meninos para cada time, e que jogavam num campo ou numa quadra.
Inicei a conversa:
- Quem era seu time?
- Não é de time.
- Então, como é?
- É si contra si.
- Como assim?
- Tem um goleiro, ele solta a bola e é si contra si.
- Quem venceu?
- Não é de ganhar, eu fiquei com dois gols, o Rodrigo com 3 o Pedro com 1, não fiz mais por que o juiz robou, não deu uma falta em mim.
- Mas tem juiz?
- Tem, é o goleiro, ele que da falta.
- E quem escolhe o goleiro?
- Quem quiser vai no gol.
- Onde vocês jogaram?
- No bosque.
- Mas tem um campo lá, com trave?
- Não Pai, tem duas árvores, e a gente finge que é o gol.
- Ah, bacana né?
- Eu adoro jogar si contra si, só que passa muito rápido.

Assim como no nosso tempo, as crianças continuam inventando suas brincadeiras de futebol.

Este texto poderia parar por aqui, mas pontuei alguns pontos positivos e negativos dessa brincadeira.

Positivos:
Do ponto de vista técnico, as crianças desenvolvem a condução de bola, o drible, a marcação, o chute e ainda quem tiver vontade de ser goleiro pode ser.
A socialização, a verbalização, o prazer, a fantasia do jogo, o lúdico, e ainda se interagem com respeito as decisões tomadas pelo juiz(goleiro).
Todos jogam por prazer ao jogo.

Negativos:
Privilegia os melhores, um jogo totalmente individual(pela característica da faixa etária).
Os líderes terão uma tendência de dominar as questões conflitantes, as faltas, se foi ou não gol e etc.
Muitas crianças jogando juntas, pouco contato com a bola.

Numa visão de Professor, podemos aplicar uma pedagogia para transformar esse jogo, sem que ele perca a essência, e incluí-lo nas nossa aulas.
Pensei no mínimo, em duas situações:
- Dividir as crianças em vária equipes, 3 ou 4 crianças em cada equipe com vários campos ou quadras para jogar (jogo reduzido).
- Dividir as crianças em equipes, com o mesmo número de traves, e cada equipe terá uma bola para jogar.
Poderemos criar, assim como as crianças, e atender as necessidades que elas tem em brincar transformando brincadeiras de futsal/futebol em aulas, que também desenvolvem técnicas.

Como professores, vamos ajudar as crianças a (re)inventar brincadeiras de futebol/futsal.

Professor Junior.
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Ganhei o jogo!

“A vitória foi suada, com muita garra e vontade, conseguimos vencer ”.
Esse seria o final de jogo que todo técnico gostaria que acontecesse, mas infelizmente só uma equipe pode ser vitoriosa em relação ao placar do jogo.
Considero que para as categorias: sub11, sub13 e sub 15, existe uma outra vitória, a vitória do processo de ensino apredizagem, apesar da derrota, o que a equipe apresentou ou apesar da vitória, o que a equipe apresentou.
Algumas equipes em função de resultados ou até de promoção de seus treinadores, trabalham com uma visão simplista de resultado, esquecem que a formação é o objetivo, não apenas formação técnica e tática, mas a formação do caráter, dos valores do ser humano, essenciais para a vida, que por sinal, o esporte agrega e muito bem.
Fico entristecido ao assistir jogos das categorias citadas anteriormente, onde procuro as especificidades inerentes ao futsal, situações táticas que envolvem a formação, e o que observo é o “jogo do balão”. Explico, o goleiro pega a bola e a joga para frente, para o pivô, as vezes dois pivôs, não existe o raciocínio do jogo, tabelas, triangulações, troca de passes, coberturas, dribles e etc.
Em outras situações o futsal se transforma no jogo do chutão, chutão para lá, chutão pra cá.
Acredito que quem trabalha e está disposto a ensinar futsal, e ensinar bem a todos, deve optar pelo trabalho de formar o jogador (indivíduo) inteligente, qualquer que seja o sistema escolhido, o método do trabalho a pedagogia aplicada, é dever do Professor fazer o melhor para os alunos, assim cumpriremos nosso papel de educador.

Junior.

 

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